Museu do Fado
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Exposições Temporárias
 
O Fado no Cinema
Data de início: 2012-06-10
Data de fim: 2012-08-26
  • Sobre
Co-produção Museu do Fado e Cinemateca Portuguesa
10 de Junho a 26 de Agosto de 2012
Pátio da Galé (Terreiro do Paço)

Se o advento do cinema sonoro foi marcado pelo musical, o cinema português consagrou ao fado particular atenção. Ilustra-o bem o facto do primeiro fonofilme português, “A Severa” (Leitão de Barros, 1931), ter por temática central a história de uma figura mítica da fundação da canção urbana. 

Como tema central ou simples apontamento, o Fado pontuou a produção cinematográfica portuguesa desde o cinema mudo à produção contemporânea. Não obstante o protagonismo de Amália Rodrigues, são ainda de sublinhar as incursões no cinema de artistas como Ercília Costa, Fernando Farinha, Hermínia Silva, Carlos Ramos, Deolinda Rodrigues, Raul Nery, Jaime Santos, entre tantos outros. 

Além dos realizadores portugueses, diversos cineastas estrangeiros descobriram a riqueza melódica e narrativa do Fado para construírem as suas histórias. Desde O Fado de Maurice Mauriad, em 1923, ou Os Amantes do Tejo, de Henri Verneuil, em 1954 aos Fados de Carlos Saura, o fado cativou a atenção de vários cineastas internacionais.

No conjunto dos filmes produzidos em Portugal destacam-se algumas linhas temáticas predominantes: a associação ao universo tauromáquico, como no filme A Severa, Gado Bravo, Homem do Ribatejo, Sol e Toiros, Ribatejo, Sangue Toureiro, ou A Última Pega; a construção em torno da estrela/ diva e do backstage em filmes como A Menina da Rádio, Fado, História de uma Cantadeira ou O Costa do Castelo, ou as questões de moralidade ligadas ao conflito entre a vivência fadista ou artística e a vida familiar que encontramos em Sol e Toiros, Cantiga da Rua e Sangue Toureiro. 

Uma referência fundamental é o vínculo ao mundo do teatro através da incorporação de actores, autores e artistas com ligação aos públicos da revista e a replicação dos diálogos utilizados no teatro, marcados por trocadilhos e referências aos êxitos recentes que contribuíram para alavancar os públicos do próprio cinema.

É Manuel Vieira  quem anuncia o filme que a exposição propõe numa gigantesca composição que recria o universo iconográfico dos cartazes de cinema, colocada sobre a fachada de um imaginário cinema Condes.

Em exposição, para além de um universo riquíssimo de cartazes, partituras, periódicos, discos fotografias, fatos utilizados por Amália Rodrigues ou Mariza, câmaras e equipamentos associados à produção cinematográfica, propõe-se diferentes projecções dos momentos mais marcantes deste diálogo entre o Fado e o Cinema.

Vai ser possível visionar excertos de filmes das décadas de 1920, 1930, da época áurea dos anos quarenta, bem como obras contemporâneas como Com Que Voz, de Nicholas Oulman ou Fados de Carlos Saura.

Ainda, uma novidade: a estreia - em formato parcial – do documentário Fado de Aurélio Vasques e Sofia Portugal uma co-produção do Museu do Fado com a Zulfilmes que constitui um testemunho falado sobre o fado, na voz dos seus protagonistas. Com estreia prevista para o dia 27 de Junho no Cinema S. Jorge, participam no filme Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Beatriz da Conceição, Carminho, José Manuel Neto, Joel Pina, José Pracana, Rui Vieira Nery, Maria do Rosário Pedreira, num diálogo colectivo sobre a essência do Fado.

Esta co-produção do Museu do Fado e da Cinemateca Portuguesa sucede no quadro da consagração do Fado como Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO) e contou com o apoio do Museu Nacional do Teatro, Biblioteca Nacional, da RTP – através da sua Colecção Museológica, dos Arquivos da TOBIS, do Museu Dr. Santos Rocha da Figueira da Foz, entre outras entidades.

Local: Pátio da Galé, Terreiro do Paço
Todos os dias: das 10h às 19h
3 €

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