Museu do Fado
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FANDÓZIANDO
Data de início: 2018-12-05
Lançamento do CD e DVD
Fandóziando - Fados, Mandós e Fantasias
Entre Goa e Lisboa

Edição: Museu do Fado Discos

5 Dez, 19h
Museu do Fado . Auditório

Entrada livre sujeita à lotação da sala.
Reservas: comunicacao@museudofado.pt ou 21 882 34 70. 



Mais um lançamento da label do Museu do Fado: o CD e DVD "Fandóziando - Fados, Mandós e Fantasias", com produção executiva e artística de Ivan Dias. 

PROGRAMA
19H - Projecção do filme "Azulejos de Goa", realizado por Ivan Dias
20H - Showcase com Óscar do Rosário e Henrique Vieira (viola) e Manuel Rocha e Orlando de Noronha (violino)


O Fado revela mais um dos seus incontáveis mistérios em Goa. No território da antiga Índia Portuguesa, surgiu um género que procurava assimilar as toadas lusitanas (...). O Mandó é assim algo que nem os locais conseguem bem definir por ser uma valsa 'descompassada' que está intrinsecamente ligada à ideia que o povo que acolheu a nossa música fez dela. (...) Fado, Mandó e outras Fantasias juntam-se ao violino sob o manto do exotismo da Velha Índia Portuguesa em Goa. Uma Goa que vai de Damão a Diu, de Cochim a Bombaim e de Calecute a Lisboa!   
Ivan Dias 


O que o ouvinte tem nas mãos não é fado, nem é mandó. É qualquer coisa de intermédio. E isso é algo com que portugueses e goeses convivem bem. Os portugueses porque têm uma longa tradição de abertura ao mundo. Como afirmou Fernando Pessoa, a grande marca da nossa cultura é o universalismo. Quanto mais universal for o fado, mais ele será parte da nossa identidade. E os goeses porque conseguiram uma síntese notável entre a herança portuguesa e a cultura indiana, inventando algo que não é português nem indiano, mas inteiramente singular. Tanto o fado quanto o mandó são expressões musicais que despontaram no seio de uma intensa e lenta fermentação caracterizada pela confluência e troca de culturas. As sonoridades que tomaram forma em Lisboa e em Goa no século XIX resultam de interacções culturais que não foram de sentido único. Este era, portanto, um encontro inevitável, o do fado com o mandó e vice-versa. (...) Silêncio, que se vai tocar fandó.         
António Costa

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