Museu do Fado
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Exposições Temporárias
 
Alain Oulman - As mãos que trago
Data de início: 2009-06-05
Data de fim: 2009-12-31

Exposição Alain Oulman – As Mãos Que Trago
Inauguração a 4 de Junho de 2009 às 21h30
Actuação de Camané e Mario Laginha
Entrada livre

No percurso de consagração e renovação da canção urbana, a eclética personalidade de Alain Oulman (1928-1990) – compositor, encenador, editor – assume um plano de absoluta centralidade ao protagonizar, com Amália Rodrigues a partir dos alvores da década de 60, um dos mais marcantes momentos da história do fado, pontuado pelo encontro definitivo da poesia clássica e erudita com o universo fadista.

A partir do dia 5 de Junho estará patente ao público no Museu do Fado a exposição As Mãos que Trago, mostra consagrada à figura de Alain Oulman (1928-1990).

Em exposição poderão encontrar-se os documentos de trabalho do autor, os seus escritos, as suas agendas e cadernos, a correspondência trocada com Amália Rodrigues e outras personalidades de diferentes áreas da sociedade portuguesa, pautas de música manuscritas, ou, entre muitos outros testemunhos, o piano a partir do qual compôs as músicas para os poemas de Camões, David Mourão-Ferreira, Alexandre O’Neil, José Régio, Pedro Homem de Mello, Cecília Meirelles, entre tantos outros.

Depoimentos de várias personalidades integram ainda a exposição onde poderão ver-se excertos do documentário inédito intitulado Com que Voz, de Nicholas Oulman, que estreará nas salas de cinema, no segundo semestre de 2009.

Alain Oulman
Compositor de uma enorme sensibilidade, Alain Bertrand Robert Oulman nasceu no Dafundo, arredores de Lisboa, a 15 de Junho de 1928, filho de Alberto Bensaúde Oulman e Nicole Calmann-Lévy.

David Mourão-Ferreira dá-nos nota da sua importância no contexto da música portuguesa: “Deve-se a Alain Oulman, logo a partir de finais dos anos Cinquenta, a pioneira missão de estabelecer um determinado e fecundo enlace entre a poesia portuguesa de matriz “culta” e essa específica forma da música popular – o Fado – que até aí era objecto de um quase geral e sobranceiro menosprezo por parte da “intelligentzia nacional.” (Primavera: David Mourão-Ferreira, Museu do Fado, 2007, p. 82). Será Amália Rodrigues, a partir do início da década de 1960, a principal divulgadora desse seu talento.

De 5 de Junho a 31 de Dezembro de 2009

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