Museu do Fado
siga-nos em:
Personalidades
 
Ana Sofia Varela
( 28 Março, 1977 )
Apesar ter nascido em Lisboa, Ana Sofia Varela cresceu em Serpa, no Alentejo, para onde foi com apenas 3 anos. Ao tomar contacto com a obra de Amália, aliou o seu gosto natural por cantar à paixão pelo Fado e, com apenas 14 anos, começou a apresentar-se nas noites de Fado organizadas na Casa do Povo de Serpa e, também, em espectáculos em escolas e colectividades, onde interpretava temas de Amália Rodrigues e Nuno da Câmara Pereira.

Apesar ter nascido em Lisboa, Ana Sofia Varela cresceu em Serpa, no Alentejo, para onde foi com apenas 3 anos. Ao tomar contacto com a obra de Amália, aliou o seu gosto natural por cantar à paixão pelo Fado e, com apenas 14 anos, começou a apresentar-se nas noites de Fado organizadas na Casa do Povo de Serpa e, também, em espectáculos em escolas e colectividades, onde interpretava temas de Amália Rodrigues e Nuno da Câmara Pereira.

Ana Sofia Varela actuou em diversos bares do Sul do país e participou em concursos de Fado locais e nacionais, como “O Grande Prémio de Fado da RTP”, em 1993, o programa “Selecção Nacional”, também da RTP, no qual foi finalista, ou o “Festival da Canção”, em 1995, onde a sua prestação se destacou com a obtenção do 5º lugar.

Ana Sofia Varela regressa a Lisboa para estudar. Depois de passar pela “Grande Noite do Fado” começa, em 1997, a apresentar-se em casas de Fado. Conhece Carlos Zel numa casa de Cascais, que a apadrinha e apresenta ao guitarrista Mário Pacheco. Desta forma, estreia-se na casa gerida pelo guitarrista, o Clube de Fado, passando a integrar o seu elenco permanente. É também com Mário Pacheco que actua em diversos países europeus – Espanha, França, Itália, Bélgica e Holanda. Neste seu percurso Ana Sofia passou também por Macau e Japão.

A par da projecção, que naturalmente acontece, Ana Sofia Varela envolve-se num outro e distinto projecto, o álbum do guitarrista António Chaínho, intitulado “A Guitarra e Outras Mulheres” (1998), que dá origem a uma tournée europeia. Nesta edição discográfica a fadista interpreta o tema “Tenho ruas no meu peito”, um poema de Maria de Lourdes Carvalho, e apresenta-se ao lado de Marta Pais, Teresa Salgueiro, Filipa Pais, Nina Miranda e Elba Ramalho.

Mais tarde Ana Sofia Varela integra o elenco “De Sol a Lua – Flamenco & Fado”, cantando com Camané nos palcos do Centro Cultural de Belém e da EXPO´98, em Lisboa. Este espectáculo será mais tarde apresentado em Espanha, Holanda, Alemanha e Suiça.

Em 1999 aceitou o convite de João Braga para participar num conjunto de concertos, que culminaram na edição do CD “Cem Anos de Fado”, com Carlos Zel, António Pinto Basto e Maria Ana Bobone.

A fadista edita o seu primeiro trabalho discográfico em nome próprio no ano de 2002. Este álbum é composto por 11 temas e nele podemos encontrar poemas de João Monge, Vasco Graça Moura e Amália Rodrigues, entre outros. Destacam-se, também, as contribuições de Rui Veloso, Mário Pacheco, Carlos Gonçalves e Manuel Paulo e, ainda, a participação especial de Pedro Jóia, no tema “Ducados”, que a par de "Lágrima" (de Amália Rodrigues e Carlos Gonçalves), "Quem Canta na Minha Voz" (de João Monge e Rui Veloso), ou "Rosa Nocturna" (de Vasco Graça Moura e Mário Pacheco), são das mais valiosas interpretações do disco “Ana Sofia Varela”.

Eleita como uma das vozes mais representativas da nova geração do Fado, Ana Sofia Varela colabora no projecto de lançamento de um CD de homenagem a Carlos Paredes, “Movimentos Perpétuos”, gravando um tema com letra de José Luís Peixoto e música de Fred Mergner.

Ainda em 2002, em Outubro, é escolhida para representar Portugal na “Womex” (“The World Music Expo”), num concerto em Sevilha. Após o sucesso da actuação nesta prestigiada feira, Ana Sofia Varela torna-se presença habitual em espectáculos ligados ao circuito da world music, com salas esgotadas em países como Argélia, Bélgica, Espanha, Grécia, Holanda, Inglaterra, Japão ou Noruega.


Em 2005, Ana Sofia Varela participa na Festa do Fado, no Castelo de S. Jorge, dividindo o palco com a cantora de Flamenco, La Macanita. E, nesse mesmo ano, ganha o Prémio “Amália Rodrigues”, referente à categoria de Melhor Intérprete Feminina.

Por convite de José Peixoto integra, em 2006, o projecto do guitarrista com o baixista Fernando Júdice e o percursionista Vicky, dando voz ao grupo “SAL”. Para além dos espectáculos ao vivo na Casa da música e no Cinema São Jorge, o projecto “SAL” regista as suas interpretações num trabalho discográfico.

No filme “Fados” de Carlos Saura, a fadista junta-se a Vicente da Câmara, Ricardo Ribeiro, Maria da Nazaré e Carminho, para interpretar um medley de vários fados tradicionais, num quadro representativo da excelência das interpretações em ambiente de Casa de Fados.

Selecção de fontes de informação:
“Expresso”, 19 de Setembro de 1998;
“Semanário”, 15 de Outubro de 1999;
“Público”, 29 de Março de 2007.
“I Grande Gala dos Prémios Amália Rodrigues” (2005), programa do espectáculo, Lisboa, Teatro Municipal S. Luís.
Halpern, Manuel (2004), “O Futuro da Saudade – O novo Fado e os novos fadistas”, Lisboa, Dom Quixote.

Última Actualização: Outubro/2008. SB



stqqssd
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31            
em destaque...