Museu do Fado
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Personalidades
 
Florência
( 1 Janeiro, 1941 )
Desde nova, Florência sente-se fascinada pelo Fado e por esse motivo ouve, decora e inicia-se a cantar os Fados de maior sucesso, nomeadamente os do repertório de Amália Rodrigues.

Desde nova, Florência sente-se fascinada pelo Fado e por esse motivo ouve, decora e inicia-se a cantar os Fados de maior sucesso, nomeadamente os do repertório de Amália Rodrigues.

Aos 13 anos concorre como representante da freguesia do Bonfim ao Concurso das Cantadeiras do Norte de Portugal, que ganha. Este concurso, que teve a sua final no Coliseu do Porto, foi composto por uma série de eliminatórias realizadas entre jovens cantoras provenientes de Lisboa e Porto, (12 de cada cidade), das quais uma seria eleita Rainha das Cantadeiras. (cf. Eduardo Sucena, Lisboa, o Fado e os Fadistas, p.123)

Os pais resolvem ir viver para o Brasil onde esteve durante 10 anos, tempo que lhe permitiu projectar-se como artista, actuando em várias cidade do país. Actuou em algumas cidade do Brasil, tais como Baía, Minas Gerais, Belo Horizonte. Florência é convidada para espectáculos pelas diversas televisões do país e na TV Tupi ganha o Troféu "Melhores da Semana". Neste período Florência inaugura em S. Paulo o restaurante de Fado "Balada de Coimbra" por onde passaram os nomes de Tristão da Silva, Tony de Matos e Francisco José, entre outros. Em entrevista, Florência diz-nos que guarda as melhores recordações desta estadia no Brasil.

Mais tarde, quando regressa a Portugal, em 1968 e por convite do empresário Domingos Parker, começa a cantar no Casino do Estoril ao que se segue todos os outros Casinos de Portugal. O seu repertório, de influência popular leva-a a percorrer o nosso país, actuando nas chamadas festas de "província".

Florência grava os primeiros discos para a etiqueta Orfeu e continua com vários espectáculos divididos entre a música popular e o Fado. Casa-se com Domingos Parker de quem tem uma filha, Sónia Cristina.

O seu percurso artístico não foi consagrado às casas de Fado, mas esporadicamente teve breves passagens pelos restaurantes típicos "O Fado", a "Taberna de S. Jorge", "Cozinha Real do Fado e "Arcada João Vaz".

Nos seus espectáculos Florência vai ao encontro das comunidades de emigrantes na Venezuela, Argentina e alguns países da Europa.

Selecção de fontes de informação:
Sucena, Eduardo (1992), "Lisboa, o Fado e os fadistas", Col. "Outras Obras", Lisboa, Vega;
Museu do Fado - Entrevista realizada a 07 de Outubro/2006.

Última Actualização: Setembro/2007

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