Museu do Fado
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Maria Sidónio
( 13 Julho, 1920 - 29 Março, 2007 )
No seu percurso artístico participou em várias revistas como "Há Festa no Coliseu" (1944), entre outras, tendo partilhado o elenco com as maiores figuras do teatro de revista.

Maria Sidónio Baracho Damião nasceu em Lisboa em 13 de Julho de 1920. Com um percurso artístico invulgar Maria Sidónio considera-se uma mulher bafejada pela sorte.

Em 1943 presta provas e estreia-se na Emissora Nacional participando em inúmeros programas, em particular nos Serões para Trabalhadores.

Mais tarde conhece o escritor Aníbal Nazaré com quem se casa. Este encontro terá repercussões futuras já que permite que Maria Sidónio integre o elenco de algumas companhias de Teatro de Revista lançando sucessos nos palcos do Parque Mayer. Neste período, Maria Sidónia também se estreia no cinema, no filme "A noiva do Brasil" (1945), realizado por Santos Mendes, contracenado ao lado do actor Virgílio Castelo.

Após a separação de Aníbal Nazaré, Maria Sidónio conhece o cantor Tony de Matos com quem terá uma ligação de cerca de 20 anos. Na década de 50 ambos partem para o Brasil e inauguram um restaurante em Copacabana chamado "O Fado". Aqui o grande protagonista é Tony que se apresenta a público todas as noites, interpretando o seu inconfundível repertório. A Maria Sidónio cabia a direcção artística do espaço. Em entrevista Maria Sidónio confidencia: “são tempos dos quais guardo as melhores recordações.”

Simultaneamente, Maria Sidónio tira um curso de ceramista e após os 7 anos em que viveu no Brasil regressa a Portugal, precisamente na década de 70, quando se estreia numa exposição de cerâmica nas antigas instalações do SNI. As figuras mais representativas desta sua obra artística são as figuras do Santo António e os presépios que a artista moldou até ao fim da sua vida.

No seu percurso artístico participou em várias revistas como "Há Festa no Coliseu" (1944), entre outras, tendo partilhado o elenco com as maiores figuras do teatro de revista. Sobre as suas representações afirmou: "...eu nunca fui infeliz enquanto trabalhei no teatro, fui sempre aplaudida por isso não posso querer mais, uma experiência muito boa, o público queria e gostava de nos ouvir cantar e representar."

O seu repertório centrou-se essencialmente na interpretação de músicas brasileiras.

Os últimos anos da sua vida foram passados na Casa do Artista, vindo a falecer em 29 de Março de 2007.

Selecção de fontes de informação:
Museu do Fado - Entrevista realizada em 13 de Dezembro de 2006.

Última actualização: Janeiro/2008



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