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Teresa Silva Carvalho
( 8 Setembro, 1935 )
Teresa Silva Carvalho destaca-se no fado e na música popular portuguesa como uma talentosa intérprete que emprestou a sua voz à interpretação de temas selecionados entre os melhores autores da poesia e da música nacionais.

Teresa Silva Carvalho destaca-se no fado e na música popular portuguesa como uma talentosa intérprete que emprestou a sua voz à interpretação de temas selecionados entre os melhores autores da poesia e da música nacionais. Como escreveu Ary dos Santos na contracapa de um dos seus discos, “Teresa Silva Carvalho não é apenas um caso do Fado. É também um caso da Poesia. (…) um talento tão sensível quanto inteligente, a delicadeza de uma expressão tão musical quanto poética.” (in EP Movieplay SON100018).

O início do seu percurso artístico tem um primeiro impulso quando se apresenta ao vivo, pela primeira vez, com 18 anos, em Fão, Ofir, por altura do Cortejo dos Banhistas, integrada num espectáculo de beneficência.

Um novo marco para a sua carreira artística será a participação no programa “Nova Onda” da Emissora Nacional, dirigido por Maria Leonor, que apresentava novas revelações que interpretavam temas estrangeiros e portugueses. Teresa Silva Carvalho cantou os temas “Sur ma vie” (um êxito de Charles Aznavour) e “O Fado do Castanheiro”, de autoria de João de Vasconcelos e Sá, com música de Pedro Rodrigues e popularizado na voz da Maria Teresa de Noronha.

Apesar destas experiências e das aulas de canto com a professora D. Maria Amélia Duarte D´Almeida, Teresa Silva Carvalho prosseguiu, também, os seus estudos e terminou o curso da Escola de Hotelaria, foi professora de música no Instituto Vaz Serra, em Cernache do Bonjardim, nas décadas de 1950 e 60, inscreveu-se no Ministério dos Negócios Estrangeiros e partiu, em 1965, para a “Expo Portugal de Hoje”, no Rio de Janeiro. Será no Brasil que participa no seu primeiro programa televisivo. Também do outro lado do Atlântico se apresenta ao vivo em diversos restaurantes típicos portugueses.

No regresso a Portugal João Ferreira-Rosa convida-a para cantar na “Taverna do Embuçado”, em Alfama, onde fará parte do elenco profissional durante vários anos.

Em 1969 grava o seu primeiro disco para a editora Tecla, um EP com o título “Sol nulo dos dias vãos”, a que se seguirá o EP “Um pouco mais de sol” e o LP “Teresa Silva Carvalho” no qual reúne os temas dos dois primeiros discos. No ano seguinte, em 1970, Teresa Silva Carvalho recebe o Prémio de Imprensa Revelação (Fado), atribuído pelo Sindicato dos Jornalistas.

Para a editora Valentim de Carvalho grava o EP “Amor tornado momento”, onde apresenta o tema “Amar”, um poema de Florbela Espanca que a própria musicou musicou.

Teresa Silva Carvalho alia a escolha rigorosa do repertório poético à sua extraordinária capacidade interpretativa mas, também, ao seu potencial enquanto compositora. Para além do já referido “Amar”, Teresa Silva Carvalho musicou poemas dos mais destacados autores portugueses como “Sonho de Incerteza” (poema de Antero de Quental), “Barca Bela” (poema de Almeida Garrett), “Árvores do Alentejo” (poema de Florbela Espanca), “Canção de Primavera” e “Lamento” (poemas de José Régio), entre outros.

Em 1976 edita vários EPs e o LP “Fados”, pela editora Orfeu e, no ano seguinte participa no Festival RTP da Canção – “As Sete Canções”, com a música “Canção sem grades” (Rita Olivais – Manuel José Soares) que será editada em single, tendo como lado B o tema “Ícaro” (José Régio – José Luís Tinoco). Volta a participar no Festival RTP da Canção em 1979, com o tema “Cantemos até ser dia”, de autoria de Pedro Osório.

Durante a década de 1970 Teresa Silva Carvalho actua por diversas vezes na sala de espectáculos do Hotel Balaia em Albufeira, onde desempenha funções como directora de Relações Públicas.

O seu disco “Ó rama, ó que linda rama”, produzido por Vitorino, é editado em 1977, com estrondoso sucesso. Para além do icónico tema título, uma canção popular alentejana, o álbum incluía as canções “Mas que fresca mondadeira”, um poema de Francisco Martins Ramos e “Litania para um amor ausente”, poema de Luigi Pirandelli, ambas com músicas de Vitorino, várias canções de José Afonso, como “Canto moço”, “Redondo vocábulo”, “Mulher da erva” e “Verdes são os campos”, um poema de Luís de Camões.

Após o êxito de “Ò rama, que linda rama”, Teresa Silva Carvalho continuou a participar em diversos concertos, apareceu pontualmente em programas televisivos e fez diversas tournées no Canadá e Estados Unidos mas, por opção, foi-se afastando do mundo da música e do espectáculo.

O seu último álbum foi editado em formato CD pela Strauss, em 1994, sob o título “Canções Gratas” e regista temas inéditos e regravações de temas do seu repertório.

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Ùltima Actualização: Janeiro/2016


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