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Personalidades
 
Carlos Manuel Proença
( 26 Novembro, 1968 )
Desde o início da sua carreira no acompanhamento de fadistas, nas casas de fado, espaço onde continua a desenvolver as suas prestações, Carlos Manuel Proença alargou o seu campo de intervenção, demonstrando o seu virtuosismo enquanto intérprete de fado através da estreita colaboração com numerosos artistas nas suas apresentações em concerto.

Carlos Manuel Proença nasceu a 26 de Novembro de 1968. Filho da fadista Maria Amélia Proença, a oportunidade de tomar contacto com o meio fadista surgiu muito cedo e, naturalmente, foi nesse âmbito que revelou o seu talento de intérprete de viola.

Ainda muito novo começou a tocar viola como autodidacta. Foi um passo até fazer o acompanhamento instrumental da sua mãe e, pela qualidade das suas interpretações, sucederam-se os convites para tocar viola para diversos fadistas.

Com 16 anos, Carlos Manuel Proença frequentou a Academia dos Amadores de Música, o que lhe proporcionou ter contacto com outras sonoridades, adquirir uma formação musical mais sólida e elevar o seu nível de execução como instrumentista.

É no universo fadista que Carlos Manuel Proença se tem destacado como intérprete de viola, sendo o seu trabalho reconhecido entre os mais qualificados do género. Durante largos anos Carlos Manuel Proença integrou elencos de diversas casas de fado.

As suas apresentações estendem-se, também, pelos palcos nacionais e estrangeiros e pelas edições discográficas com os mais diversos artistas onde, desde a década de 1990, o seu nome é uma constante, presente em gravações dos intérpretes mais qualificados da canção nacional.

Em 1997 acompanhou a guitarra portuguesa de Custódio Castelo, na gravação de algumas faixas do álbum “Tempus”, editado pela Ovação. Dois anos depois, Carlos Manuel Proença gravou com Mísia o disco “Paixões Diagonais”, editado pela Erato, integrando um vasto conjunto de instrumentistas e, mais tarde, colaborou com a mesma fadista no seu álbum “Drama Box”.

Ao lado de José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, e de Carlos Bica, no contrabaixo, gravou os discos de Camané “Esta Coisa da Alma” (EMI, 2000) e “Pelo Dia Dentro” (EMI, 2001). Acompanhado novamente da guitarra portuguesa de José Manuel Neto e do contrabaixo de Paulo Paz, tocou no álbum, também de Camané, “Sempre de Mim” (EMI, 2008).

Em 2003 gravou o disco “Joana Amendoeira” (CNM), com Custódio Castelo na guitarra portuguesa, Marino Freitas na viola baixo, Vicente Shuaqui no violoncelo e a participação de José Fontes Rocha na guitarra portuguesa.

Carlos Manuel Proença integrou o espectáculo comemorativo dos 40 anos de carreira do fadista Carlos do Carmo, apresentado ao vivo no Coliseu dos Recreios de Lisboa e, posteriormente, editado em CD e DVD (Universal, 2004).

De entre o vasto conjunto das suas prestações registadas em disco destacamos, a título de exemplo, que a sua viola é também presença em discos ou faixas de trabalhos de Helder Moutinho, Cristina Branco, Aldina Duarte, Pedro Moutinho ou António Zambujo, entre muitos outros.

O ano de 2006 trouxe-lhe uma notoriedade ainda maior, quando a Casa da Imprensa lhe atribuiu o “Prémio Francisco Carvalhinho”, entregue durante o espectáculo da Grande Noite do Fado, considerando-o um instrumentista destacado na técnica e interpretação deste género musical.

Ainda nesse mesmo ano de 2006, Carlos Manuel Proença grava com a sua mãe o disco “Fados do Meu Fado”, edição da Ocarina, acompanhado por Manuel Mendes na guitarra portuguesa e Marino Feitas no baixo acústico. Neste disco o violista assume também a função de produtor que voltará a repetir no disco “À Flor da Pele” (HMMúsica, 2006), de Joana Amendoeira, e no mais recente álbum de Pedro Moutinho, “Um Copo de Sol” (Iplay, 2009).

Carlos Manuel Proença trabalhou também nos arranjos e na composição do tema-título do álbum “Outro Sentido” (Ocarina, 2007), de António Zambujo e, em conjunto com o guitarrista José Manuel Neto, assumiu esse mesmo papel nos arranjos e na direcção musical do CD de Aldina Duarte “Mulheres ao Espelho” (Roda-Lá Music, 2008).

A Fundação Amália Rodrigues distinguiu-o, durante a sua terceira Gala, em 2008, com o “Prémio Melhor Instrumentista”, reconhecendo-o como um dos grandes expoentes da interpretação da viola de fado.

Desde o início da sua carreira no acompanhamento de fadistas, nas casas de fado, espaço onde continua a desenvolver as suas prestações, Carlos Manuel Proença alargou o seu campo de intervenção, demonstrando o seu virtuosismo enquanto intérprete de fado através da estreita colaboração com numerosos artistas nas suas apresentações em concerto. Carlos Manuel Proença realiza numerosas digressões em território nacional e estrangeiro, em espectáculos de grandes nomes do universo fadista como Carlos do Carmo, Camané, Ana Moura, Aldina Duarte, Carminho, Helder Moutinho, Cristina Branco ou Mísia.

Selecção de Fontes de informação:
Programa da “III Gala dos Prémios Amália”, Fundação Amália Rodrigues, 2008;
Programa do espectáculo “Carmo”, Casa da Música, 11 de Maio de 2008.

Última actualização: Junho/2009