Cerimónia de Entrega do Prémio Manuel Simões

Cerimónia de entrega do Prémio Manuel Simões
Melhor Disco de Fado 2017: "Camané canta Marceneiro"

13 Dez . 19h
Museu do Fado . Auditório

Entrada livre, sujeita à lotação da sala. 
Reservas: comunicacao@museudofado.pt ou 21 882 34 70. 


Foto: Arlindo Camacho

Criado pela Fundação Manuel Simões no quadro do centenário do nascimento do seu fundador, o primeiro Prémio Manuel Simões para Melhor Disco de Fado foi atribuído a Camané pelo seu mais recente álbum: “Camané canta Marceneiro", editado em Outubro de 2017 pela Warner Music e com produção de José Mário Branco.

A cerimónia de entrega do prémio acontece dia 13 de Dezembro, pelas 19h, no Museu do Fado. Terá apresentação de Nuno C. Lopes, da Fundação Manuel Simões e contará com a presença de Margarida Mercês de Mello.
  
Camané cantará dois fados deste álbum, acompanhado por André Dias na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola de fado e Paulo Paz no contrabaixo.


Sobre a decisão, unânime, de atribuir esta primeira edição do Prémio ao disco "Camané canta Marceneiro", lê-se no site da Fundação Manuel Simões:

"O júri ponderou a mestria interpretativa do fadista que resgatou cuidadosamente um dos repertórios emblemáticos do fado, de um dos seus mais carismáticos intérpretes, Alfredo Marceneiro, sem se deixar confundir ou seguir o modelo, mas antes recriando, propondo o seu próprio registo. Uma interpretação iluminada de um dos repertórios matriciais do fado, numa equação excelente com o acompanhamento instrumental.
O álbum evidencia a faceta artesanal e de afetos, património indissociável do fado, que Camané, figura absolutamente maior do panorama fadista, faz de uma forma natural, sem artifícios nem recursos exógenos, antes na suprema simplicidade fadista, da qual é mestre. A sua interpretação – que se evidencia na recriação do repertório de Marceneiro – é plena; nela encontramos todas as notas musicais, a emoção, a capacidade de encontrar a musicalidade das palavras e imprimir-lhes um cunho próprio, sem exageros, de uma forma contida, autêntica e inteira.
Neste CD, editado em outubro de 2017, reconhece-se a validação da tradição, sem o fadista ficar preso a ela, mas reconhecendo-lhe a sua motivação inspiradora e tornando contemporânea. Ao revisitar o repertório de um dos maiores vultos do fado, Alfredo Marceneiro, ao interpretar muitas das melodias que compôs e, ao ter convidado Carlos do Carmo para participar no CD, Camané estabelece uma linhagem artística, ou como as sucessivas gerações passam o testemunho e contemporizam o fado, que é sempre novo. Camané aponta Carlos do Carmo como uma das suas referências, que por sua vez conviveu com Alfredo Marceneiro, citando-o como um dos paradigmas da arte fadista."