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Carlos do Carmo no Cinema

Entrada livre em todas as sessões, mediante levantamento de bilhete no próprio dia, na bilheteira do Cinema São Jorge. 

 

2021 começou com a pior das notícias: Carlos do Carmo saiu de cena. Figura ímpar da cultura portuguesa, marcou para sempre a música criada, cantada e sentida no nosso país, tendo também deixado um legado enquanto voz ativa na sociedade. Era (é) um símbolo, que nos deixou conselhos, canções e até aparições no ecrã. É dessas que aqui tratamos. No ano do seu desaparecimento, o Cinema São Jorge quer mostrar três momentos distintos nos quais Carlos do Carmo abraçou a Sétima Arte (sendo a Música a primeira delas), em vários registos. O Homem continua nesta cidade.

 

6 MAIO . 19h

SEM SOMBRA DE PECADO | José Fonseca e Costa | 104'

Sem Sombra de Pecado adapta um dos contos lisboetas de “Gaivotas em Terra” de David Mourão-Ferreira, “E Aos Costumes Disse Nada”, cuja ação se situa em Lisboa em 1943. O filme conta um episódio da vida de um jovem oriundo da alta burguesia que presta serviço militar num quartel da cidade, onde, durante as suas noites de serviço, recebe telefonemas misteriosos de uma mulher que o seduz e atrai a encontros sem consequências; encontros esses que o levam a aprender que as coisas nem sempre são o que parecem, nem aquilo que se deseja. O filme é uma hilariante mas delicada comédia de costumes, sendo principalmente um corrosivo olhar sobre as singularidades da instituição militar que está na origem de todos os males de que a muito lisboeta Maria da Luz (Victória Abril) intenta ingenuamente libertar-se. O título Sem Sombra de Pecado tem origem num verso de um fado do mais lisboeta dos compositores e autores, Frederico de Brito, interpretado no filme por Carlos do Carmo.

 

7 MAIO . 18h30

CARLOS DO CARMO: UM HOMEM NO MUNDO | Ivan Dias | 105'

A história de Carlos do Carmo é contada pelo próprio, num percurso que parte da primeira gravação que fez aos 11 anos, na Adega da Lucília, com a própria mãe e com o pai, até à entrega do Grammy Latino em Las Vegas. A história é debulhada folha a folha, entre conversas com familiares e amigos (Júlio Pomar, António Costa, Rui Vieira Néry, Pilar Saramago, Ivan Lins, entre outros) até chegarmos à pessoa que a conta. Acompanha um ano de consagração na vida de um homem que nos mostra que todas as consagrações se fazem em cada momento. Um homem que se reinventa a cada instante. Não é só a arte do Caminho que fica. É a arte de bem Caminhar. Neste homem do mundo o que parece ser o  fim é sempre o princípio.

 

7 MAIO . 20h30

FADOS | Carlos Saura | 93'

Usando Lisboa como cenário, FADOS explora as relações profundas entre a música e a cidade e a evolução do Fado ao longo da sua história, desde as suas origens africanas e brasileiras até aos Fadistas modernos.