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Conheça melhor:

Paulo Bragança

(02 Setembro, 1971)

Nascido na fronteira de Angola com a Namíbia, em 1971, Paulo Bragança - o fadista Punk como alguns o apelidaram - esteve em exílio espiritual e artístico durante mais de uma década, tendo regressado a Portugal em 2017 para retomar um caminho que está longe de ter concluído.

Em 1983, os pais viram-se forçados a sair de Angola, pela instabilidade política e social que o país atravessava. Passaram pelo Brasil, Canadá, Estados Unidos da América até, finalmente, chegarem a Portugal. Por pressão dos pais, frequentou o curso de Direito, ficando-se pelo terceiro ano da licenciatura: a Música falou mais alto. Estimulado por uma colega de faculdade, cantou na Aula Magna, no âmbito da semana académica e, a partir daí, começou o seu percurso pelas Casas de Fado de Lisboa.

Já firmado nos circuitos fadistas de Lisboa, em 1992 foi convidado para participar na gravação de um disco de Jorge Fernando. Nesse mesmo dia, assinou contrato com a editora (PolyGram) e, dois anos mais tarde, lançou o seu primeiro disco, “Notas sobre a Alma”. Em 1993, participou na 29ª edição do “Festival da Canção”, ao lado de José Cid, interpretando o tema “O Poeta, o Pintor e o Músico”, arrecadando o segundo lugar no certame. A vontade de criar uma identidade própria e de cantar aquilo com que se identificava, levou Paulo a gravar um segundo disco, “Amai” (1994), onde tudo passou pelo seu crivo – desde as letras à produção. Do choque à adoração foi um ápice. Foi convidado por David Byrne (Talking Heads) para editar o disco em Nova Iorque pela Luaka Bop, que foi incluído nos circuitos da World Music e iniciou, em 1997, uma tournée com o músico escocês, percorrendo o mundo inteiro e revolucionando o Fado.

Em 1996, edita “Mistério do Fado”, regressando ao fado tradicional. 

O falecimento de Rui Vaz, grande amigo, músico e produtor de “Amai”, em 1997, foi um dos maiores choques para Paulo Bragança, tendo começado aí um período de escuridão na vida do fadista. Manteve-se nos EUA até 2000, altura em que voltou a Portugal por um breve período. Em 2001 edita "Lua Semi-Nua" e desaparece.Soube-se depois que vivia na Irlanda, depois de uma breve passagem pela Roménia.

Regressou a Portugal em 2017, trazendo na bagagem uma licenciatura em Filosofia e Estudos Irlandeses e uma participação como actor na curta-metragem “Henry and Sunny”, de Fergal Rock. Assinou uma colaboração com a banda de metal gótico Moonspell, participando no tema “In Tremor Dei”, do disco “1755”, dedicado ao Terramoto de Lisboa.

Em 2018 apresentou o EP “Cativo” por todo o país e Portugal recebeu-o como uma bênção. O público acolheu-o de braços abertos. Exactamente 22 anos depois do seu primeiro e único concerto no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém – 25 de outubro de 1997 - regressou à mesma sala, para um novo espectáculo arrebatador e inesquecível. 

No dia 10 de Junho de 2022, Paulo Bragança lança "Adriano 80, disco que presta homenagem a um dos seus artistas de referência, que ouvia desde criança: Adriano Correia de Oliveira. Já havia apresentado o projecto ao responsável pelos espectáculos da Festa do Avante!, Ruben de Carvalho, em 2017, e na edição da festa desse ano, estreou-o num concerto. “Adriano 80” é uma celebração da vida e obra de Adriano Correia de Oliveira e conta com sete canções do repertório do artista. 

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2022/06/10/culturaipsilon/noticia/paulo-braganca-celebra-disco-voz-obra-adriano-correia-oliveira-2009528

https://www.rastilhorecords.com/pt/artistas/-/paulo-braganca-99/

https://life.dn.pt/fadista-paulo-braganca-fui-sem-abrigo-em-londres-e-levei-porrada-por-ter-um-cartao-melhor-para-dormir/historias/353406/

 

Paulo Brança - Concerto Sou do Fado - 23 de Agosto de 2018 - Foto de José Frade

Paulo Brança - Concerto Sou do Fado - 23 de Agosto de 2018 - Foto de José Frade

Paulo Brança - Concerto Sou do Fado - 23 de Agosto de 2018 - Foto de José Frade

Paulo Bragança. Foto de Luís Carvalhal

Paulo Bragança - Conversas de Museu - 17 de Maio de 2018 - Foto de José Frade

Paulo Bragança - Conversas de Museu - 17 de Maio de 2018 - Foto de José Frade