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José Pracana

(18 Março, 1946 - 26 Dezembro, 2016)

José Pracana nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, a 18 de Março de 1946.

Músico, intérprete, colecionador e investigador, José Pracana é consensualmente reconhecido como uma das grandes figuras da história do Fado. Amador por convicção, tal estatuto nunca o impediu de acompanhar e de conviver com os grandes pilares da tradição fadista – de Amália Rodrigues a Maria Teresa de Noronha, de Alfredo Marceneiro a João Ferreira Rosa - de actuar em concertos nos vários palcos do mundo ou de estudar aprofundadamente o Fado tradicional, elevando-o e salvaguardando-o para memória futura. 

Ao longo de décadas sucessivas, testemunhou, contribuiu e protagonizou alguns episódios do maior significado para a história do Fado. Foi uma das personalidades mais completas que o Fado conheceu.

Homem de cultura, de permanente abertura ao outro, movia-o o calor do convívio. O convívio da taberna ou do salão. A sua humanidade contagiou, da mesma forma, o coração de príncipes e de plebeus. Ciente, tal como Almada, de que a alegria é a coisa mais séria da vida, a memória de José Pracana continua a devolver-nos o mundo num espelho onde nos reencontramos, inevitavelmente, mais felizes. 

Em 1964 inicia a sua carreira como amador, no universo do Fado, estatuto que manterá até à actualidade. Como guitarrista, acompanhou assiduamente Alfredo Marceneiro, Teresa Tarouca, Maria do Rosário Bettencourt, João Sabrosa, Vicente da Câmara, Manuel de Almeida, Alcindo Carvalho, João Ferreira Rosa, João Braga, Carlos Zel, Carlos Guedes de Amorim, Orlando Duarte, Arminda Alverenaz, entre outros.

Entre 1969 e 1972 dirigiu o Arreda em Cascais, projecto que abandonou para ingressar na TAP.

Para além da participação em diversificados eventos culturais em Portugal Continental, Açores e Madeira actuou também em Macau, Espanha, França, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, Hungria, Israel, Tailândia, Zaire, República da África do Sul, Brasil, Argentina, Venezuela, Estados Unidos da América, Canadá e México.

Desde 1968, tem participado em vários programas televisivos desde o Zip-Zip (1969), Curto – Circuito (1970), Um Dois Três (1985), Noites de Gala (1987) Piano Bar (1988), Regresso ao Passado (1991), Zona Mais (1995), entre outros.

Foi autor de duas séries de programas alusivos ao Fado para a RTP: “Vamos aos Fados”, uma série de cinco programas, em 1976; “Silêncio que se vai contar o Fado” uma outra série de cinco programas em 1992, a convite da RTP Açores.

Colaborou na edição de Um Século de Fado, (Ediclube, 1999) e organizou para a EMI/Valentim de Carvalho, a partir dos estúdios da Abbey Road, a remasterização digital de exemplares de 78 rpm para as sucessivas edições da colecção Biografias do Fado (de 1994 a 1998).

Colaborou, entre outros, no projecto Todos os Fados (Visão, Abril 2005) e no ano de 2005 recebeu o Prémio Amália Rodrigues na categoria de Fado Amador.

A partir de 2007 realizou no Museu do Fado um ciclo consagrado às memórias do Fado e da Guitarra Portuguesa onde presta homenagem ao tributo artístico de Armando Augusto Freire, Alfredo Marceneiro, José António Sabrosa e Carlos Ramos. Foi co-autor do programa da RTP “Trovas Antigas, Saudade Louca”.

José Pracana faleceu em dezembro de 2016. Em 2019 o Museu do Fado inaugurou a exposição temporária José Pracana, celebrando a vida e obra de uma das mais multifacetadas personalidades da história do Fado.

José Pracana, 1964.

João Braga, José Pracana e João Ferreira Rosa. Taverna do Embuçado, 1966

Segismundo de Bragança, Alfredo Marceneiro, José Precana, Maria da Nazaré e Maria Teresa de Noronha. Restaurante Arreda, Cascais, 1970.

Amália Rodrigues e José Pracana, 1971.

José Pracana, Alfredo Marceneiro e João Braga, 1973

João Braga, Pedro Homem de Mello e José Pracana, 1983.

José Pracana, Raul Nery e Segismundo de Bragança, 1987.

José Luís Nobre Costa, José Pracana, Raul Nery, Francisco Perez Andion Paquito, 1989.

Raul Nery e José Pracana, 1993.

José Fontes Rocha, David Mourão-Ferreira, José Precana e Vicente da Câmara, 1993.

José Fontes Rocha e José Pracana. Açores, 1993.

Vicente da Câmara e José Pracana, 2007.

José Pracana, Gala Prémios Amália Rodrigues, s/d

José Luís Nobre Costa e José Pracana. Parque Atlântico, 2007

José Pracana, s/d.

  • A Lenda das Rosas José Pracana (João Linhares Barbosa / Maria Teresa de Noronha)