Conheça melhor:

Silvana Peres

(N. 21 abril, 1987)

Nascida em Lisboa, no dia 21 de abril de 1987, mas desde sempre residente em Cascais, Silvana Peres começou a ligar-se ao fado aos catorze anos. Aos vinte e um anos iniciou a sua carreira profissional como fadista residente em algumas das mais prestigiadas casas de fado de Lisboa, como a Casa de Linhares, a Parreirinha de Alfama, entre outras.

Intérprete, compositora e produtora, com um percurso marcado pela autenticidade e pelo compromisso social, Silvana Peres integra, desde 2022, o elenco residente do Clube de Fado, em Alfama. As suas influências musicais atravessam diversos géneros, o que se reflete numa sonoridade única e numa fusão artística que a distingue.

Em 2017, Silvana Peres apresenta o primeiro álbum “Fado no Pé”, considerado pela revista Blitz Magazine como um dos dez melhores álbuns de World Music editados em Portugal. Nos três anos seguintes, a fadista leva o seu “Fado no Pé” a vários palcos nacionais e estrangeiros.

Em 2022, dá asas a um arrojo criativo cada vez mais presente e vinculado à sua música. Apresenta “Água Nova”, um novo álbum em que a artista arrisca ainda mais, ao assumir a composição de alguns temas originais. A ela juntam-se compositores e autores reconhecidos, como Dino d’Santiago, Paulo Abreu Lima, Raquel Tavares, Sebastião Antunes, Jonas Lopes, Beatriz Pessoa, João Caetano, Carlos Leitão, entre outros.

Em 2025, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado anualmente a 10 de dezembro, desde 1950, por decisão das Nações Unidas, Silvana Peres escolhe esta data para lançar o single “Violência”, com letra e música da autoria de Marina Mota. Neste tema, convida treze fadistas de diferentes gerações: Ana Margarida Prado, Ana Rita Prada, Beatriz Felício, Cristina Branco, Joana Amendoeira, Lina, Maria Emília, Marina Mota, Marta Rosa, Matilde Cid, Sandra Correia, Sara Paixão e Sofia Ramos, para uma colaboração intensa e emocional, unindo diferentes forças artísticas numa só voz. O tema “Violência” resulta num hino de combate a todos os tipos de violência e num tributo a todas as vítimas, amplificando uma mensagem de resistência, coragem e solidariedade feminina. Este single marca também a chegada do seu terceiro álbum, “A Todas as Mulheres”.

No início de 2026, Silvana Peres é selecionada, através de livre submissão de canções, para ser uma das participantes no Festival da Canção 2026, com o tema “Não Tem Fim”, com letra e música de Rita Dias, tornando-se finalista e alcançando o 6.º lugar.

Em junho de 2026 lança o seu terceiro trabalho discográfico: “A Todas as Mulheres”. Este álbum marca uma importante viragem na carreira da artista, que se apresenta pela primeira vez num registo totalmente dedicado ao fado tradicional.

Afastando-se deliberadamente das narrativas mais conservadoras, Silvana Peres assume o palco para cantar a sociedade atual e transformar o fado num manifesto de intervenção social e de promoção dos Direitos Humanos. Através de um repertório que cruza fados tradicionais com composições inéditas, (re)afirma o contributo da arte para a transformação social, promove a igualdade, desconstrói estereótipos, sensibiliza o público para questões relacionadas com a violência doméstica e a violência contra as mulheres, destaca a criação artística feminina — uma vez que todo o repertório do álbum foi escrito por autoras portuguesas de várias gerações — e convoca todas as pessoas a desempenharem um papel mais ativo na promoção da cidadania.

O projeto artístico “A Todas as Mulheres” conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto, da CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores, do Museu do Fado, da Antena 1 e da RTP2.

 

Fonte: Silvana Peres Produções

Silvana Peres. Foto de João Portugal

Silvana Peres.

Silvana Peres. Foto de João Portugal

Silvana Peres.

Silvana Peres.