Museu do Fado
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Eventos
 
Sou do Fado | Lisboa na Rua
Data de início: 2019-09-05
Data de fim: 2019-09-26
Sou do Fado | Lisboa na Rua
5 a 26 de setembro

Quintas-feiras
Vários jardins da cidade, 21h30
Entrada livre


Este ano, o Sou do Fado sai das praças e leva a canção de Lisboa até alguns dos mais bonitos jardins da cidade. Quatro fadistas a ter debaixo de ouvido, de estilos diversos, apresentam os seus mais recentes trabalhos, na companhia de músicos virtuosos, em concertos ao ar livre.


MARIA ANA BOBONE
5 de setembro
Jardim do Torel . 21h30
Entrada Livre


Fado & Piano é um trabalho inovador em que Maria Ana Bobone se acompanha ao piano, assina algumas das musicas, letras e arranjos, dando uma cor diferente e muito própria aos fados que interpreta. Recuperando uma tradição esquecida (nos finais do sec. XIX o fado era acompanhado ao Piano, dando lugar mais tarde, à guitarra portuguesa, viola de fado e baixo acústico) este trabalho serve cuidadosamente a canção portuguesa (o fado e a música tradicional), dando-lhe uma atmosfera suave e uma sensação de espaço e harmonia singulares. Todos os arranjos e detalhes são cuidadosamente tratados tendo como objectivo principal destacar a pureza do fado, com toda a carga emotiva que ele envolve, abrindo assim portas a um caminho novo e original. O ensemble inclui piano, guitarra portuguesa, viola e contrabaixo. O resultado é um concerto singular, reflectindo uma atitude ecléctica, que integra contributos populares e eruditos, antigos e recentes. 


DUARTE
12 de Setembro  
Jardim Vasco da Gama . 21h30
Entrada Livre


Só a cantar é o novo CD de Duarte. Psicólogo de profissão, Duarte tem como amante o Fado, uma paixão antiga na vida. A formação musical permite-lhe viver a sua arte de diferentes formas. Duarte é autor, compositor e intérprete (na voz e na guitarra), caso raro entre os fadistas. Mas talvez seja esse o segredo para tanta alma nas palavras, na voz, na música. O seu sentir, criado no Alentejo, é alimentado pelas histórias de vida com que contacta enquanto psicólogo e que veste ora com novas composições, ora com fados tradicionais. Um privilégio, assume. E é na intimidade e no aconchego da casa de fados Senhor Vinho, em Lisboa, que regularmente ensaia e experimenta artisticamente essas vivências. Para Duarte, o respeito pelo legado do fado é essencial na construção de um objecto artístico único, que deve ser encarada como uma reabilitação arquitectónica. Com base na tradição, cria-se um trabalho artístico contemporâneo. Duarte tem-se apresentado em palco um pouco por todo o mundo – Espanha, Grécia, Polónia, Goa, Macau, Estados Unidos da América, Guiné-Bissau, entre tantos outros territórios. Mas é de França que lhe chegam rasgados elogios, da parte da crítica e do público, que se deixa seduzir por este fadista da contemporaneidade, cuja imagem lembra a de um jovem poeta-filósofo-anarco-sindicalista do início do século XX. 


HELDER MOUTINHO
19 de Setembro
Jardim Quinta das Conchas . 21h30
Entrada Livre

©Filipe Pereira

“Escrito no Destino” é o mais recente disco de Helder Moutinho. Corto Maltese, segundo o seu criador Hugo Pratt, nasceu sem linha da vida. O marinheiro, então, pegou numa faca e traçou o seu próprio destino na palma da mão… A palavra fado, é sabido, descende do termo latino “fatum”, que significa destino. O destino entendido enquanto sorte, futuro, fatalidade, fortuna, sina… Mas também enquanto rumo e direção, caminho e criação, vontade e utopia. Um destino que pode estar escrito em linhas traçadas nas mãos ou nas estrelas, mas que também pode ser inventado e reinventado a qualquer momento e por cada um de nós, agentes do (nosso próprio) destino. O destino não se escreve – é antes um livro em branco onde nós escolhemos o que escrever – mas pode ser cantado.
Helder Moutinho é um fadista que teve o fado como destino, mas que também tem escrito, tantas vezes, qual o destino que quer no (seu) fado.  No seu espetáculo “Escrito no Destino” canta o amor e a saudade, o passado e o futuro, a vida e as viagens – musicais, poéticas, metafóricas, temporais, geográficas… As histórias de que tem sido feito, (re)feito e (des)feito o seu destino de cantar ao Fado...



CRISTINA BRANCO
26 de Setembro
Parque Recreativo Moinhos de Santana . 21h30
Entrada Livre

©Joana Linda

Dentro de uma área de fortes raízes conservadoras e tradicionalistas como é o Fado, Cristina Branco apresenta sempre uma alternativa alicerçada no profundo conhecimento dos poetas e poemas que interpreta, em compositores requintados e em músicos de excelência. 
Branco, o seu mais recente trabalho foi aclamado pela crítica como um casamento feliz “entre grandes autores e uma das mais belas vozes da música portuguesa" (Ana Patrícia Silva, in Time Out) ou “um disco alegre, um disco feliz e um disco melancólico a um só tempo" (Alexandra Carita, in Revista E/Expresso). 
Ao lado do premiado "Menina" (Melhor Disco de 2017 pela Sociedade Portuguesa de Autores e nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual), "Branco" confirma a criação de um «novo normal» na música de Cristina Branco. O arrojo na escolha de compositores e letristas inesperados, assim como uma visão estética que traçou um caminho muito próprio em termos de imagem, fazem de Cristina Branco uma das mais importantes personalidades da música portuguesa dos últimos tempos. Os espectáculos por toda a Europa multiplicam-se e indicam que a designação de «fado-jazz» vem fazendo cada vez mais sentido. Recentemente Cristina Branco estreou-se como escritora, numa partilha muito pessoal a que chamou "RoadCook". Um livro de alimentação saudável para dias na estrada, à descoberta da dieta alcalina (também em versão inglesa). Surpresa e novidade são uma constante na história recente de Cristina Branco.

 

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