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Conheça melhor:

Pedro Moutinho

(11 Novembro, 1976)

“A maioria dos fadistas conhece-me desde que andava ao colo da minha mãe”, é assim que Pedro Moutinho explica as influências familiares, que quem ouvia e frequentava assiduamente os espaços de fado, ao lado dos pais, junto dos irmãos mais velhos, Camané e Hélder.

Naturalmente, Pedro Moutinho começa a cantar aos 8 anos, seguindo-se o Coro de Santo Amaro de Oeiras e o grupo Ministars, onde se manteve até aos 13 anos de idade.

Depois de um percurso igual ao de tantos outros jovens da mesma geração, e após cumprir o serviço militar, Pedro Moutinho inicia-se profissionalmente, na área comercial de uma loja de roupas, mas logo percebe que não é esse o seu futuro e retoma o Fado, aos fins-de-semana, no “Clube de Fado Amália”, e no “Forte D. Rodrigo”. Um caminho de aprendizagem até o convite para o elenco do “Café Luso”.

Pedro Moutinho participa na criação do Quinteto Fados de Lisboa (2000) e que integra guitarra portuguesa, viola, viola-baixo, saxofone e soprano. Com este grupo, passa a percorrer vários palcos no país, apresentando um repertório de fados tradicionais.

Em 2001 Pedro Moutinho é convidado para cantar regularmente no Casino do Estoril, no espectáculo “Quartas de Fado”.

Numa clara aposta da editora Som Livre, Pedro Moutinho estreia-se em disco com “Primeiro Fado”, lançado em 2003, cantando, entre outros, poemas de Hélder Moutinho e recebe da crítica os melhores elogios, que o situam num estilo próprio e sem realçar as inevitáveis comparações com os irmãos; “A crítica falou do meu trabalho e apenas dele, e isso é muito bom.”, assim afirmou o fadista.

Surge a promoção ao disco e Pedro Moutinho apresenta-se em espectáculos no estrangeiro: Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França e Espanha.

Em Novembro de 2003 Pedro Moutinho recebe o Prémio Revelação da Casa da Imprensa, num reconhecimento público do seu percurso e das características que o definem como um dos jovens fadistas mais promissores.

Sucedem-se os espectáculos, concertos, numa sonoridade muito própria.

Pedro Moutinho regressa aos discos com o álbum “Encontro” (2006) conquistando de vez um lugar entre os melhores no Fado. Novamente editado pela Som Livre, Pedro Moutinho cruza a tradição com a modernidade, e canta Fernando Pessoa, António Lobo Antunes e Manuel Alegre, entre outros poetas.

Estreia-se em cinema no filme “Fados” (2007), de Carlos Saura, no ambiente “Casa de Fados”, ao lado de D. Vicente da Câmara, Maria da Nazaré, Ana Sofia Varela, Ricardo Ribeiro e Carminho.

Em Abril de 2008 Pedro Moutinho é distinguido com o Prémio Amália Rodrigues para Melhor Álbum.

O disco "Um Copo De Sol" (2009) dá-lhe ainda mais projecção nacional e internacional, seguindo-se "O Amor Não Pode Esperar" (2013), com composições de Aldina Duarte, Fausto Bordalo Dias, Manuela de Freitas, Teresa Tarouca ou Tiago Torres da Silva. Edita, em 2016, "O Fado em Nós" e, três anos depois, "Um Fado ao Contrário", cujo single que dá título ao disco é da autoria de Maria do Rosário Pedreira e Amélia Muge.

 

Fonte:

HM Música

“30 Dias em Oeiras”, Revista da Câmara Municipal de Oeiras, Abril de 2005;

“Revista Tabu”, 28 de Abril de 2007;

 

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